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Sex, 20 de Outubro de 2017


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COMO SE VIVE NO GURUPÍ

 
Correspondência com notícias pessoais escritas por Dom Eliseu e enviadas para a Casa Geral dos  Padres Barnabitas.

(carta escrita por Dom Eliseu em 1931)

Caro Padre,

Viajar pelos Rios e atravessar matas, encolhidinho sobre o banquinho de um barco, sacudir-se dos pés a cabeça, sobre a garupa de um cavalo, dizer a Santa Missa em uma capela ou uma cabana, reunir fatigadamente e instruir com paciência as crianças e homens que apenas conhecem o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, e depois recolher-se, viver só, sozinho, completamente isolado do mundo – é o que mais custa – isolado dos próprios irmãos, sem um coração amigo a quem desabafar uma confiança; eis um dos pontos mais relevante da vida que exige a Prelazia do Gurupí.

Na nossa Prelazia não existe ferrovia nem estradas. Há pequenos caminhos, alguns em boas condições, outros difíceis e perigosos. A comunicação geralmente é feita pelos rios e pelos igarapés. Água não falta! Água abundante em toda a parte, frequentemente também cai do céu. Não pense que este é o país das lágrimas, das tristezas! Os nossos caboclos são pobres, material e também moralmente, lamentam-se quando se fala de trabalhos. Mas na realidade são felizes e não trocariam as suas matas pelos palácios da cidade. Nem também nós somos triste, ao contrário ... francamente não sei se a nossa vida exige mais sacrifício e abnegação do que a dos padres que se dedicam a ensinar nas grandes metrópoles. Uma coisa sei por experiência: a ALEGRIA DO CORAÇÃO AQUI É MUITA, SIM, É MUITA, mesmo quando passa sobre o horizonte alguma nuvem negra, causada pelo isolamento e pelas dificuldades. Talvez, mais do que nunca a alegria é íntima, sincera, porque nos faz mais unidos ao bom Jesus.

                                                                                                 Afeiçoadíssimo em Cristo, Eliseu Maria coroli